Caminhada

Sapatos na nuca
Saia amarrada
Embaraço de fios
passos marcados

Areia nos olhos
Pouca visão
Areia dos dedos
Roçando no chão

Cabelos ao vento
Cabeça no ar
Olhar esquecido
De tanto calar

Longa caminhada
Na areia molhada
Gotas da jornada
Na saia enrugada.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

45 lições após 90 anos de vida

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."
(Regina Brett, 90 anos, em The Plain Dealer, Cleveland - Ohio)


1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34.Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Pitágoras for dummies

Esse texto foi escrito por um amigo do Instituto de Estudos Espírita que frequentamos. Achei interessante dividir, afinal, é uma história que deveria mexer com todos nós.

Pitágoras for dummies

Ora vejam só, quem diria. Pitágoras, aquele dos catetos e hipotenusas e triângulos retângulos talvez nunca tenha existido. Calma, o teorema continua valendo, ninguém te enganou. E outras coisas pitagóricas estão vivinhas por aí onde você menos espera. Por exemplo: a noção de que a natureza, o mundo, a música, tudo seria explicável por números.

Tá bom, isso parece óbvio agora, mas há 2500 anos a idéia era, convenhamos, bem original, tão original que acabou impactando Platão, Euclides, e mais umas dezenas de gênios adiante.

Um exemplo cotidiano: os livros na minha estante são uma indicação clara de que vou viver 300 anos. E como sigo comprando sem parar, logo-logo vou precisar de uns cinco séculos pra dar conta.Eu não vou viver 500 anos??? Jura? Xi, por que eu compro tanto livro, então?Digamos, então, que minha hipótese highlander esteja errada e juntemos a isso outra hipótese que muito me agrada (e que pode ser do teu gosto, o que eu muito respeito), que também é de naturezanumérica: só se vive uma vez. Ou nenhuma vez, como parece ter acontecido com o Pitágoras.(Isso é uma hipótese de trabalho, não um ataque à credos religiosos, ok?

Aliás... a própria noção de uma alma imortal é pitagórica também, de 500 anos antes de Cristo) Se eu só vivo uma vez e por um tempo relativamente limitado, então é melhor repensar alguns dos meus hábitos. E sobretudo as manias. E sobretudo agora, que metade do meu tempo já se foi. Eu passei um bom tempo da minha vida estudando algo que não me entusiasmava muito, mas me consolava sabendo que no fundo eu tinha mil talentos. Fiquei nesse jogo tolo por anos e anos até que me caiu aficha: quem disse que eu tenho talentos? E que talentos são esses? Do que eu sou realmente capaz? Qual meu estilo, meu jeito, minha singularidade, minha pegada? Vou ficar a vida inteira sem saber? Well, não fiquei.

Abri mão daquela carreira (modo elegante de dizer que abandonei a faculdade e comecei outra) e resolvi dar a cara pra bater. Resolvi tirar a limpo essa lenda íntima de que no fundo eu era único. Claro que não foi fácil. Claro que não foi gostoso. Se não fossem outros gregos e romanos pra me inspirar (Heráclito, Epicuro, Lucrécio, sofistas, etc) e mais uns bons amigos meio doidos e livros e filmes e poetas e músicos e pintores eu talvez adiasse isso por mais uns 500 anos. Ou deixasse pra outras vidas.

Mas, como já mencionei, prefiro pensar como outro grego, o Ulisses. Se você não leu Homero tudo bem, eu resumo: Ulisses está tentando voltar pra casa antes que algum aventureiro lance mão... da Penélope. O caminho de volta é cheio de percalços (uma odisséia, por assimdizer) e ele acaba caindo numa ilha paradisíaca onde morava uma deusa (nos dois sentidos). A moçoila olímpica se apaixona pelo herói e, well, seguem-se dias e dias de amor di-vi-no (literalmente). Cada vez mais apaixonada, a deusa dá uma cartada : fique comigo e te faço imortal.O que você diria? Pense bem: ilha grega + amor + sexo + juventude eterna. Parece paraíso, não?Pro Ulisses não. Pro Ulisses essa história de imortalidade é coisa para os fracos. Aventura mesmo, emoção mesmo, coragem pra valer é ser mortal. Nobre e heróico mesmo, mais do que ganhar batalhas, é voltar pra casa e assumir o seu papel no mundo. E a deusa ficou a ver navios, morrendo de saudade pro resto da vida (o que, no caso de um imortal, é bem ruim).

Pois bem: eu resolvi largar a mão de jogar tempo fora e descobrir o que eu tenho de singular, de único, aquilo que só eu sou capaz de fazer. Vinte anos depois posso dizer uma coisa boa e outra meia-boca:- já sei do que sou capaz- já sei do que não sou capaz (e a lista é vasta, o que é bom pra não passar a vida inteira tentando ser o que não sou) Por que esse papo “existencial”, agora? Pra contar das minhas escolhas de vida?Não. Minha intenção aqui é provocar você e tirar – quem sabe – alguém da zona de conforto. Conforto é coisa pra gato gordo no sofá, não pra essa nossa espécie que se reinventa a cada cinco minutos.

E o que me motivou a provocar você? Algo que vi na internet? Não, não, foi uma conversa ao vivo e a cores com um cara que eu não conhecia. O rapaz é ilustrador e diretor de arte numa agência. A história dele é bem legal. Nem me lembro de onde ele é, só sei que é longe, e desde moleque ele gostava de desenhar, gostava tanto que se inscreveu num curso por correspondência (sim, isso foi pré-web). Lá no fim do mundo não havia mercado pra artistas, então começou como assistente numa empresa. Como o menino se interessava muito pelo trabalho dos projetistas (na época era prancheta e nanquim), deixaram que ele fizesse a parte chata: escrever com o normógrafo (outra relíquia). Em suma: devagarinho e com empenho ele foi investindo naquilo que era seu talento nato. E hoje é um ilustrador e vive bem disso. Ele poderia ter se conformado. Poderia ter pensado pequeno. Poderia ter posto a segurança em primeiro lugar. Poderia ter ficado sonhando com um talento imaginário por medo de se frustrar. Tenho certeza de que muitos garotos lá na Zona Longe devem ter seguido esse outro caminho, o caminho que não sai do lugar. Tenho certeza de que esses garotos poderiam dar mil desculpas e causas pra não ter se arriscado.

Mas um amigão já me disse: se você pode escolher entre dois caminhos é porque nenhum deles te interessa. Aquilo que é vital pra você não tem escolha.

Bom amigo esse, amigo que apostou no seu talento único pra filosofia e pensamento e tem hoje a Escola Nômade(www.escolanomade.org.br). Hoje eu entendo porque Pitágoras e outros caras querem acreditar que a vida é matemática: é vontade de crer que a vida caiba em fórmulas, medo dessa liberdade além da conta.Provoquei você? Tomara que sim.

http://blogs.msdn.com/renedepaula

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Mulheres possíveis

Texto na Revista do Jornal O Globo.

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Lia Luft

Recebi esse texto hoje por e-mail e achei realmente interessante dividir o pensamento dessa grande mulher:

"Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.

Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se "mudança". De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.

A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.

Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.

Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.

Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.

Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.

Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no espelho...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Oração à Beth & Duca

Ó Senhor meu Pai, confio em ti, confio na tua decisão de trazer alegrias e de trazer tristezas. Confio na providência que sempre nos mostra que, mesmo a maior dor do mundo é um bálsamo em nossa evolução. Que a dor da morte nos ajuda a perceber que tudo a ti pertence, que somos meros filhos que, ainda imperfeitos, não entendemos a plenitude dos teus ensinamentos.

Senhor, peço a ti, nessa hora de dor, muita luz para clarear as trevas de nossos corações, peço alívio as nossas aflições e as faltas insubstituíveis; calma a esse coração de mãe dilacerado e feito em pedaços pela saudade, pelo pensamento de injustiça que não se entende e que não se aceita.

Pai celestial, em tua misericórdia, cuida deste coração, cuida desta mãe amada que sofre e chora o coração perdido. Que em sua dor, essa mãe encontre o consolo, o carinho da mão amiga do nosso Mestre e Irmão maior, Jesus Cristo. Que essa filha siga em paz, acompanhada pelas labaredas celestes, guiada com glórias e aleluias. Que essa mãe seja acariciada por tua face consoladora com o sono dos justos e tenha forças suficientes para vencer essa prova tão difícil.

Pai, só Tu és tão mavioso e tem o poder de consolar. Conduz-nos pelo bom caminho, nos faça aprender a sermos homens de bem para que na hora derradeira, tenhamos as glórias dos céus nos aguardando de portas abertas.

Obrigada Pai, por essa presença, por essa alegria, por essas lágrimas, pois indicam a saudade que somente os que podem amar conseguem sentir.

Obrigada pela presença dessa ilustre irmãzinha entre nossa família. Que ela possa seguir em paz, em harmonia na continuação de sua existência espiritual. Que possamos segurar a saudade e, na esperança de dias melhores, possamos aprender com mais essa experiência que a vida nos coloca.

Aos que ficam, a saudade clama mas o amor também. Que possamos aprender a lidar com esse amor da maneira mais sublime.

Beth e Duca, fiquem com Deus.

sábado, 17 de outubro de 2009

Mudar

Estou tão triste hoje, pensando em como às vezes a vida segue rumos que não podemos controlar, por mais que tentemos. E o pior de tudo é de repente você percebe que o mundo ao redor não muda e sim, somente você. E mesmo você mudando, isso nao basta, porque as pessoas ao redor ainda não perceberam que também precisam mudar e segue-se um ciclo triste de desentendimento, porque se você muda, há, em consequência, um distanciamento das relações que você levava antes, porque essa relação era baseada em pensamentos antigos, que já não permeiam sua cabeça. Mas se você ama, esse distanciamento faz sofrer, faz chorar, mas é inevitável.

Uma vez certa amiga me disse que no caminho da vida, você encontra amigos em vários momentos, mas esses amigos só se mantém por um tempo na mesma velocidade que você, porque em certo momento, a sua passada se torna mais rápida e você vai embora e ele não consegue te acompanhar. Em outros momentos, a sua passada não consegue acompanhar a agilidade do outro e é sua vez de ficar pra trás.

O que acontece quando a gente muda é muito parecido com isso...

domingo, 4 de outubro de 2009

O medo

A força do medo
É capaz de transformar
A inocência em violência
A pureza em assassínio

Pelo medo o amor vira ódio
Quem ama enfrenta
Não sei se perde o medo
Ou se o medo de perder é maior que o próprio medo.